terça-feira, 23 de outubro de 2012

EXERCÍCIO DE FILOSOFIA do 1º ano - ENSINO MÉDIO

EXERCÍCIO DE FILOSOFIA

TEMA: PLATÃO: ALEGORIA DA CAVERNA
 
CONTEÚDO - A Atitude Filosófica: Filosofia e a vida cotidiana- A crítica do mundo cotidiano.

OBJETIVO GERAL
Possibilitar aos alunos um contato direto com um texto filosófico.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS-
- Ilustrar a partir da imagem do prisioneiro que se liberta da caverna, o que vem a ser a atitude filosófica
- Refletir sobre ilusões e preconceitos presentes em nossa sociedade
- Discutir a importância de tentar enxergar para além das aparências, para além daquilo que é comumente aceito como certo, enfim, de desenvolver a consciência crítica.
- Introduzir informações sobre Platão, sua época e seu pensamento.

METODOLOGIA
Verificar conhecimentos prévios dos alunos acerca do que é filosofia
Distribuição dos textos aos alunos
Primeiro momento -Leitura individual e silenciosa do texto
Segundo momento – Ler novamente em voz alta.

Terceiro momento- O aluno "traduzir" o texto lido em uma outra forma de linguagem: poesia,música, resenha,etc. O trabalho do aluno  inicia em sala, esta é a ocasião de aprofundar a interpretação do texto e a reflexão sobre ele, a partir de questões como: O que significa no texto caverna? O que significa estar  acorrentado ? O que significa sair da caverna ? Quem são as pessoas que saem da caverna? Por que o prisioneiro volta a caverna? Neste momento os alunos apresentam sua própria interpretação da Alegoria.
Recursos- Textos, vídeos. Etc.
Avaliação
Processual e contínua através das atividades desenvolvidas em sala de aula


Referências bibliográficas:
FILOSOFANDO
ARANHA, M. A. e MARTINS
PLATÃO. A República (adaptação de M.Perini) São Paulo. Scipione, 1999
CHAUI. M. -Convite a filosofar São Paulo ed Ática, 1997
 
Anexos:

Alegoria da Caverna

Esta célebre passagem da República de Platão, descreve a ascensão do filósofo ao conhecimento do bem.Na sua leitura devem ser destacadas as suas implicações morais, políticas e educativas. A educação, por exemplo, segundo a Alegoria não consiste na memorização de conhecimentos, mas sim em ensinar o aluno a olhar em direção à verdadeira realidade, em ver aquilo que merece ser visto.

Texto

Das trevas a luz: Platão e a alegoria da Caverna
 
Platão 9427-347 a.C)  formulou uma história conhecida como alegoria da caverna.Nela, há algumas pessoas que estão lá desde crianças, amarradas pelas pernas e pelo pescoço, de costas para a entrada da caverna, impedidas de saírem da ali. Da luz que vem de fora e que se projeta no fundo da caverna,estas pessoas veem as sombras de outras pessoas que passavam carregando toda espécie de objetos fora da caverna, estes prisioneiros ainda ouvem o eco dos barulhos que vêm lá de fora, já que lá alguns caminham conversando com outros - os prisioneiros pensam, portanto, que a realidade sombra que veem e o eco que ouvem.
Estes prisioneiros faziam até concursos e concediam prêmios aos que distinguiam da melhor forma as sombras que eram observadas, aos que conseguiam primeiramente notar quais delas passavam e quais delas passavam acompanhadas de outras e, por fim, até de prever as próximas sombras que passariam.
Se fossem libertados, os prisioneiros continuariam a pensar que as sombras eram, de fato, o que havia de real no mundo; porém caminhariam para fora da caverna e teriam a vista ofuscada, pouco a pouco acostumaram -se com a luz e conseguiriam a veras imagens deles mesmo projetadas na água, veriam os próprios objetos, veriam a lua e as estrelas. Já acostumados, conseguiriam voltar os olhos ao sol e o veriam, compreendendo enfim que ele seria o autor das projeções que haviam no fundo da caverna. Ocorreu que um destes prisioneiros soltou-se e caminhou até a entrada da caverna, ele notou, então, que aquelas imagens vistas lá embaixo não passavam das sombras das coisas que estavam fora da caverna e que estas eram a realidade. Encantado com o que viu, ele retornou à caverna, já que sentiu enorme piedade dos seus companheiros de cárcere, contando tudo o que havia visto. Ele sentiu as trevas em seus olhos, já que havia se acostumados a olhar para a verdadeira luz, e tinha muita dificuldade em distinguir as sombras.

Atividades:
 
Questões para exploração do texto:

Questão 1
O que é uma Alegoria? 

Questão 2
Qual é o principal tema do texto?

Questão 3
Quais são as principais etapas no percurso que nele é apresentado?

Questão 4
Relacione cada uma das suas etapas com as diferentes formas de realidade/ conhecimento/atitudes face ao verdadeiro conhecimento?

Questão 5
Transcreva as frases que no texto de Platão correspondem às suas teorias fundamentais sobre as seguintes temáticas:
- A dualidade de mundos (Inteligível e sensível)
- A contraposição entre formas de conhecimento(saber versus opinião)
- A vocação da alma para o conhecimento das ideias.

Questão 6
“Todo aquele que ama o saber conhece por experiência que, quando a filosofia toma conta de uma alma, vai encontrá-la prisioneira do seu corpo, totalmente grudada a ele. Vê que, impelida a observar os seres, não em si e por si, mas por meio desse seu caráter, paira por isso na mais completa ignorância. Mas mais se dá ainda conta do absurdo de tal prisão: é que ela não tem outra razão de ser senão o desejo do próprio prisioneiro, que é assim levado a colaborar da maneira mais segura, no seu próprio encarceramento”. Platão, Fédon. Trad. Maria Tereza S. de Azevedo. Brasília: UnB, 2000, p. 66.

Após analisar o texto acima, assinale a alternativa correta.

A) A ignorância é fruto da observação do que é em si e por si.
B) A filosofia para Platão é inata, não sendo necessário nenhum esforço de quem a ela se dedica para obtê-la.
C) A alma encontra-se prisioneira do corpo por desejo do próprio homem.
D) A alma do filósofo encontra-se desde o início liberta dos entraves do corpo como o demonstram, claramente, a Alegoria da Caverna e o texto acima.
E) A alma não pertence ao corpo segundo Platão.

Questão 7
Leia o trecho abaixo.

E que existe o belo em si, e o bom em si, e, do mesmo modo, relativamente a todas as coisas que então postulamos como múltiplas, e, inversamente, postulamos que a cada uma corresponde uma ideia, que é única, e chamamos-lhe a sua essência (507b-c). PLATÃO. República. Trad. de Maria Helena da Rocha Pereira. 8ª ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. 1996.

Marque a alternativa que expressa corretamente o pensamento de Platão.

A) Somente por meio dos sentidos, em especial da visão, pode o filósofo obter o conhecimento das ideias.
B) No pensamento platônico, o conhecimento das ideias permite ao filósofo discernir a unidade inteligível em face da multiplicidade sensível.
C) Para que a alma humana alcance o conhecimento das ideias, ela deve elevar-se às alturas do inteligível, o que somente é possível após a morte ou por meio do contato com os deuses gregos.
D) Tanto a dialética quanto a matemática elevam o conhecimento ao inteligível; mas, somente a matemática, por seu caráter abstrato, conduz a alma ao princípio supremo: a ideia de Bem.
e) Para Platão nada é verdadeiro.

Questão 8
Com relação à filosofia de Platão, assinale a alternativa INCORRETA.

a) Para Platão, o mundo das ideias se refere ao Ser de Parmênides, e o mundo sensível ao devir de Heráclito.
b)  Platão tenta superar a oposição instalada entre a mobilidade e devir do Ser de Parmênides e a imutabilidade e identidade do fluxo de Heráclito.
c) Na filosofia de Platão, o mundo das ideias é a verdadeira realidade, já o mundo sensível é apenas sombra, cópia das  ideias.
d) Platão afirma que a alma humana antes de “quedar”, vir a este mundo, contemplou o mundo inteligível, onde conheceu as ideias verdadeiras, por isso, para ele conhecer é relembrar o mundo das ideias.
e) Platão acreditava no mundo as ideias.

Questão 9
É correto afirmar que Platão teve importância periférica na Filosofia?
a) Sim, e isso se torna evidente com a Filosofia Moderna.
b) Sim, e isso se torna evidente com a Filosofia Contemporânea.
c) Não. Platão foi uma das bases da Filosofia
d) Não. Platão um mero filósofo.
e) Não, ele não era filósofo.

Questão 10
Platão acreditava em reencarnação?
a) Nunca sequer considerou tal hipótese.
b) Não, Platão era ateu.
c) Sim, o filósofo aceitava esta concepção
d)  Sim, Platão não aceitava esta ideia.
e)  Não, Platão era espírita.

Um comentário :

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