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terça-feira, 26 de maio de 2020

MITO E LOGOS


Atividade de Filosofia - 2º ano - MANHÃ


1º AULA NÃO PRESENCIAL
2º ano  MANHà
BOM ESTUDOS A TODOS (AS)
TEXTO COMPLEMENTAR
BOM TARDE. Alunos (as) Beijos e saudades.

Conforme foi estudado nas aulas dada pela  TV REDE MINAS, pelo professor Danilo.

Mito e Logos  - O nascimento da Filosofia

Durante o século VIII a.C. predominava o pensamento mítico através dos poemas de Homero (Ilíada e Odisseia) e Hesíodo (Teogonia). Enquanto os poemas de Homero relatavam feitos heroicos, Hesíodo tentava explicar a origem do mundo através do surgimento dos deuses, apelando para os mitos, ou seja, uma explicação através da fantasia e da ilusão. Este período é conhecido como Mitológico ou cosmogônico.
Os poemas homéricos resultam de um longo, mas progressivo desenvolvimento da poesia oral, em que trabalharam muitas gerações. Usando significantes dos fins do século IX e meados do século VIII a.C., épocas em que foram, ao que parece, “compostas”, na Ásia Menor Grega, respectivamente a Ilíada e a Odisseia, o poeta nos transmite significados do século XIII ao século VIII a.C. O mérito extraordinário de Homero foi saber genialmente reunir esse acervo imenso em dois insuperáveis poemas que, até hoje, se constituem no arquétipo (modelo primitivo, ideias inatas) da épica ocidental.
Hesíodo é um poeta dos fins do século VIII a.C., nascido na povoação de Ascra, junto ao monte Hélicon. Cronologicamente, a primeira produção do poeta-camponês denominou-se Teogonia. Teogonia, de théos, deus, e gígnestheai, nascer, significa nascimento ou origem dos deuses. Trata-se, portanto, de um poema de cunho didático, em que se procura estabelecer a genealogia dos Imortais. Hesíodo, todavia, vai além e, antes da teogonia, coloca os fundamentos da cosmologia, quer dizer, as origens do mundo.

Do Mito para o Logos

A. O que é mito?

 Mito, do grego mythos, que quer dizer narração.
É a narrativa, o discurso pronunciado a ouvintes que tomam como verdade seu conteúdo pois acredita-se que é algo revelado divinamente.
 Quem é o narrador? É o chamado rapsodo, um poeta típico da antiguidade grega considerado eleito pelos deuses para ter as verdades reveladas e proferi-las aos demais.
Procura explicar a origem das coisas através de diversas ações dos deuses.
A explicação é sempre acabada, ou seja, uma vez narrado à origem de algo, isto jamais será questionado.

B. A explicação filosófica nascente.

 Nasce das transformações na Grécia: surgimento da polis: a política é espaço público de discussão que exige exposição de argumentos para se tomar qualquer atitude coletiva.
 Racionalização: só a razão é critério para explicar alguma coisa.
 Respostas conclusivas: O problema é submetido à análise e discussão até que se conclua algo racionalmente verdadeiro.
Exige regra de funcionamento: Deve justificar sua forma de explicar. Exemplo: Não aceita conclusões contraditórias, pois isto é irracional.
 Recusa explicações pré-estabelecidas.
 Generalizações: a) abstrai semelhanças e identidades dentro de circunstancias diferentes. (síntese); b) distingue diferenças dentro de aparências semelhantes (análise)

C. Mito x Filosofia.

Pontos de distinção destas formas de  explicação:
Mito
Filosofia
É uma narrativa tradicional com caráter explicativo e simbólico que Narra a origem de tudo.
Pretende explicar no passado, presente e futuro por que as coisas são como são.
A origem de tudo consiste na manifestação de forças divinas que procura explicar os acontecimentos da vida, as origens do Mundo e do Homem.
Explica a produção natural das coisas, por elementos e causas naturais.
Não se preocupa com as contradições que as diversas narrações podem gerar. Sua credibilidade assenta-se sobre a fé na pessoa do narrador.
Preocupa-se com a coerência, não admitindo conclusões contraditórias. Suas conclusões podem ser alcançadas por qualquer pessoa, dispensa a fé.


EXERCÍCIOS

1. O que é mito?
2. Qual o pensamento predominava durante o século VIII a.C.?
3. Explique qual a importância da obra de Homero e de Hesíodo para o pensamento mítico que predominava no século VIII aC.
4. O que significa Teogonia?
5. Quais são as principais diferenças entre Filosofia e mito?

6. A respeito do nascimento da filosofia no mundo grego, assinale a alternativa incorreta.
A) A filosofia está intimamente ligada à cosmologia, tentando oferecer uma explicação racional para a origem e a ordem do mundo.
B) A filosofia, como continuidade da tradição helênica, dava uma nova dimensão para o mito, inaugurando uma nova maneira de explicar os conflitos e as tensões sociais, conservando a base mítica.
C) A filosofia surgiu inicialmente na Grécia antiga, como o resultado do contato entre os povos antigos e da herança recebida de outras civilizações.
D) A filosofia nasceu no contexto da polis e da experiência de um discurso (logos) público pautado pelo diálogo.
E) Os primeiros filósofos desenvolveram um pensamento organizado por princípios universais e lógicos, com a finalidade de que o discurso fosse verdadeiro.

7. Acerca da mitologia grega, assinale a alternativa correta.
A) Divulgava-se a mitologia grega por meio de obras escritas, como a Teogonia, de Hesíodo.
B) Nas narrativas, os deuses são descritos com aparência semelhante à dos seres humanos, contudo, diferentemente dos humanos, são desprovidos de sentimentos.
C) Nas narrativas mitológicas, não se inclui a ideia de verdade revelada.
D) Na mitologia grega, pulveriza-se a explicação do mundo, vinculando-a aos humores dos deuses.


Atividade de Filosofia - 3º ano - MORADA NOVA

1º AULA NÃO PRESENCIAL DE FILOSOFIA
3º ano NOITE - Morada Nova

Bom Dia: Alunos (as)

Aula complementar



História do Estoicismo


O estoicismo é uma escola de filosofia originária da Grécia antiga e de Roma no início do século III aC.

É importante ter em mente como as pessoas pensavam de maneira diferente.

A principal preocupação das pessoas era evitar levar uma vida infeliz. Portanto, eles eram mais propensos a ordenar seus pensamentos, decisões e comportamentos para promover maior satisfação com a vida. Uma das coisas mais importantes a ter em mente é que os indivíduos não assumiram automaticamente que alcançariam a felicidade alcançando dinheiro, prestígio ou coisas bonitas. Com muita urgência, as pessoas queriam entender como poderiam ter uma alma excelente.

O estoicismo foi uma das famosas escolas de pensamento durante esse período, porque os estóicos forneceram respostas convincentes para ansiedade, estresse, medo e perguntas perturbadoras como "O que eu quero da vida?" Os estóicos ofereceram um sistema operacional que lidava com os testes da condição humana.

A resposta final para todas essas questões (essencialmente) foi a seguinte: Quero felicidade duradoura e tranquilidade mental, que advêm de ser uma pessoa virtuosa.

Por exemplo, uma pessoa pode aprimorar virtudes de caráter, valorizando mais as ações do que as palavras. Em suma, o comportamento positivo leva a uma experiência de vida mais positiva. E você adivinhou: o comportamento negativo resultou em um mais desafiador.

Em suma, o estoicismo era uma antiga escola de filosofia que ensinava um modo particular de viver. Seu foco principal era como viver uma vida virtuosa, maximizar a felicidade e reduzir as emoções negativas. Seu valor foi experimentado e testado em grande parte da história da humanidade por renomados indivíduos como George Washington, Thomas Jefferson.

Seus princípios podem ter começado há muito tempo, mas as estratégias estoicas são tão relevantes hoje quanto eram nos tempos antigos.


Sêneca

Lucius Annaeus Sêneca (4 a.C. – 65 d.C.) nasceu em Córdoba, na Espanha. Após se mudar para Roma onde recebeu sua educação tornou-se famoso como advogado e ascendeu politicamente, passando a ser membro do senado romano e depois nomeado questor e cônsul. Acusado de adultério retornou para a Espanha, para a cidade de Córsega, onde viveu por mais de 10 anos. Depois foi requisitado pela esposa do imperador Cláudio, para educar seu filho Nero. Quando Nero se tornou imperador em 54 d. C., Sêneca se tornou seu principal conselheiro. Mas essa relação dura pouco e em 65 d. C. Sêneca é condenado por Nero ao suicídio.


NERO E SÊNECA

Ao longo de sua vida Sêneca escreveu várias obras.

Da rica produção de Sêneca, chegaram até nós: De providentia, De constantia sapientis, De ira, Ad Marciam de consolatione, De vida beata, De otio, De tranquillitate animi, De brevitate vitae, Ad Polybiurn de consolatione, Ad Helviam matrem de consolatione (esses escritos também são indicados pelo título geral de Dialogorum libri). Além desses, também nos chegaram: De Clementia, De beneficiis, Naturales quaestiones (em oito livros) e a imponente coletânea das Cartas a Lucilio (124 cartas divididas em vinte livros). Também nos chegaram algumas tragédias, destinadas mais a leitura do que a representação, em cujas personagens se encarna a ética de Sêneca (Hercules furens, Troades, Phoenissae, Medea, Phaedra, Oedipus, Agamemnon, Tbyestes e Hercules Oetaeus) (ANTISERI; REALE, 2007, p. 326).

As obras de Sêneca têm um conteúdo profundamente moral, mas também é possível perceber aspectos políticos em suas obras, como no caso de Sobre a Tranquilidade da Alma (De tranquillitate animi), que também aborda o assunto do problema da participação na vida pública; Sobre a Clemência (De Clementia), onde se encontra uma cautelosa advertência a Nero sobre os perigos da tirania; e em Da Brevidade da Vida (De brevitate vitae), onde Sêneca faz uma análise das frivolidades nas sociedades corruptas.

A doutrina filosófica de Sêneca, em consonância com os preceitos estóicos, privilegiava a harmonia do homem com a natureza, apoiando-se em preceitos morais, em uma época em que a sociedade romana passava por declínios de valores, tradições e costumes. Nesse contexto, Sêneca propõe uma série de reflexões de caráter moral onde se destacam valores como a honestidade, a verdade, o homem virtuoso desprovido de vícios.

Para Sêneca a atividade filosófica deve estar centrada na ação e no exercício da virtude; sua preocupação predominante é a utilidade moral da filosofia e todas as demais questões estão subordinadas à questão da reforma moral do indivíduo; o sábio é um “artífice da vida” e a filosofia tem como meta nos conduzir à reta ação. Por isso, diz Sêneca, “não há filosofia sem virtude, nem virtude sem filosofia” (In: SÊNECA, 1993, p. 15). “A prioridade dada à moral é o traço mais importante do pensamento de Sêneca e constitui uma das características da filosofia helenística e romana. A filosofia helenística é individualista e se propõe como uma ars vitae (arte de vida)” (In: SÊNECA, 1993, p. 15).


EXERCÍCIO: PESQUISAR E RESPONDER

1 - Qual é a filosofia do estoicismo?

2 - Quais são as 4 virtudes do estoicismo?

3 - Pelo que o Sêneca é conhecido?

4- O que é um estilo de vida estoico?

5 - O estoicismo é uma filosofia?

6 - Os estoicos acreditavam em Deus?

7- Qual é a virtude mais importante?

8 - Como é uma pessoa estoica?

9 - Em que Sêneca acreditava?